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	<title>too cool, queenie!</title>
	<description>bem mais f&#195;&#194;&#161;cil colocar uma cita&#195;&#194;&#167;&#195;&#194;&#163;o musical ou liter&#195;&#194;&#161;ria aqui, non? queria fugir do &#195;&#194;&#179;bvio, mas parece que n&#195;&#194;&#163;o tem jeito...
\&#34;she would always crash the party, it was no surprise\&#34;</description>
	<language>en</language>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Jan 2008 13:12:09 +0000</lastBuildDate>
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		<title></title>
		<description><![CDATA[<p>jÃ¡ volto, pode pedir a conta...proveita e pega um ouro branco pra mim.</p>]]></description>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 13:11:57 +0000</pubDate>
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		<title>imoveu **88LOACSSAO E VEMDA**88 como fas</title>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://images.tabulas.com/10284/m/ap1.jpg" border="0"><img src="http://images.tabulas.com/10284/m/ap1.jpg" width="410" height="249" alt="oia o zoom!"></a><br />daÃ­ eu atÃ© desconfio se o nÃºmero de dormitÃ³rios Ã© esse_o proprietÃ¡rio sÃ³ deve saber contar atÃ© um mesmo. isso explica porque o campo do preÃ§o nÃ£o estÃ¡ preenchido.</p>]]></description>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 11:14:24 +0000</pubDate>
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		<title>if i go crazy then will you still call me superman?</title>
		<description><![CDATA[<p>SÃ£o situaÃ§Ãµes que triplicam o poder das pessoas. CenÃ¡rios em que elas alcanÃ§am uma posiÃ§Ã£o intangÃ­vel para os demais e acabam por se tornar donas-da-verdade. Ã tipo quando o vilÃ£o comeÃ§a a levar bala e a cada tiro se torna mais forte, tipo dois minutos antes do fim do filme. Qualquer pessoa que jÃ¡ se aborreceu no cinema com aquele grupo de pirralhos berrando o filme todo e tacando pipoca um no outro sabe o que Ã© isso. O coletivo dÃ¡ a eles o direito de agir dessa forma bÃ¡rbara. <br />O mesmo ocorre quando escutamos as pessoas opininando sobre atitudes alheias. Desde a <i>cÃ¡lega com bÃ³bis na fila do compre bem do cambuci</i> atÃ© o cara que trabalha com vocÃª: ao contar um caso, julga e condena atÃ© a Ãºltima instÃ¢ncia. Tenta ser indiferente, mas Ã© capaz de apontar soluÃ§Ãµes melhores, sempre mostrando sua humildade, frases como "atÃ© eu que sou burro consigo enxergar que ia dar merda..." sÃ£o repetidas sempre. Isso, se tratando de causos simples. Da secretÃ¡ria que esqueceu seu conto pornÃ´ aberto no word atÃ© seu vizinho que Ã© o corno do mÃªs, tudo poderia ser evitado pelo narrador da histÃ³ria. Descrever um caso lhe reserva um direito de transformÃ¡-lo em fÃ¡bula: reduz os personagens Ã  animais e depois vem a liÃ§Ã£o de moral do narrador.<br />Agora, imagine se o personagem Ã© um assassino. Melhor, uma assassina. Norte-americana. Classe mÃ©dia. Linda, estupidamente linda. A melhor aluna de sua faculdade. Acusada, em conjunto com seu namorado e seu chefe de estuprar e degolar sua colega de quarto. Ã a chance que o povo estava sedento, hÃ¡ tanto. <br /><a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article2821154.ece">O caso</a> me chamou a atenÃ§Ã£o por todos esses fatores e me fez perder um longo tempo pesquisando detalhes. Kinda CSI, sem a resposta no final do sexto bloco. JÃ¡ faz quase dois meses e ninguÃ©m confessou porra alguma ainda_nem Amanda-que insiste estar dormindo na casa do namorado (mesmo com cÃ¢meras que a filmaram entrando em sua casa), nem o namorado dela-que diz ter navegado na internet a noite toda (sendo que nÃ£o hÃ¡ registro algum), nem o congolÃªs -que jÃ¡ foi solto por sua inocÃªncia (e fala que Amanda era uma invejosa), nem um quarto suspeito_que afirma ter transado com Meredith minutos antes do seu assassinato (ele alega que parou o sexo para ir ao banheiro e nesse momento alguÃ©m a matou). NinguÃ©m entrega nada, mas todo dia o caso tem uma reviravolta. Enfim. Mais do que a natureza e a barbaridade do crime blablablabl whiskas sachÃª, o que me assusta de fato Ã© com a reaÃ§Ã£o das pÃºblico perante assassinos como Amanda.<br />SÃ£o comentÃ¡rios agressivos, de pessoas tremendamente revoltadas com o que ocorreu. Xingam Amanda de tudo que Ã© nome. Desejam que a vadiazinha americana de merda invejosa morra por bicadas de corvo leprosos na estaÃ§Ã£o sÃ© as 18h30 por ter acabado com a vida do anjo imaculado que era Meredith. Prometem sua morte. Invadem seu Myspace, criam hate pages na internet, rotulam a menina por qualquer caracterÃ­stica que tenha. Fez isso porque Ã© uma americana idiota que nÃ£o respeita o paÃ­s dos outros. Mente para a polÃ­cia bem porque Ã© atriz profissional. Cometeu o crime porque estava doida de maconha. Uma legiÃ£o de pessoas com muito, muito Ã³dio no coraÃ§Ã£o. Pessoas doentes sedentas por vinganÃ§a. Gente que toma as dores da famÃ­lia da vÃ­tica para si. Bando de safado que a mulher dorme de calÃ§a jeans todo dia. Urubus de merda que se aproveitam de desgraÃ§as desse porte para terem o direito de ser agressivas e liberar todo o Ã³dio acumulado a tempos.<br />Ã uma falsa piedade tamanha que me enoja. NinguÃ©m ali liga de fato pra menina que foi morta_o povo age somente como aqueles figurantes em filmes de inquisiÃ§Ã£o, mandando queimar e apedrejar. Foda-se o crime, vamos linchar. Todo mundo quer ver sangue, vinganÃ§a, porrada, agridem de forma covarde Amanda porque ELA Ã© a louca. ELA Ã© a assassina. Esse pequeno detalhe lhes dÃ¡ direito de agir feito bÃ¡rbaros. A moral do inquisitor eleva a cada acusaÃ§Ã£o. Quem ofende estÃ¡ acima de tudo e todos. <br />NinguÃ©m questiona se realmente ela estuprou ou matou (o que se sabe Ã© que ela estava na cena do crime), mas ela foi a escolhida do pÃºblico para Judas. Neguinho nÃ£o ofende da mesma forma o namorado dela, tambÃ©m acusado, muito menos o africano que comprovadamente estuprou e defecou na casa_sem dar descarga, veja a situaÃ§Ã£o! Elegeram Amanda por ser a mais frÃ¡gil de todos ali. Fazer algo semelhante com um negro Ã© politicamente incorreto e xingar um filho de mÃ©dico italiano nÃ£o tem tanta graÃ§a. Porque Ã© mais fÃ¡cil criticar. Porque Ã© bonito chamar a menina de <i>ladrÃ£o, de bicha, maconheira</i>. Porque sÃ³ em horas como essa que esse tipo de gente pode ser mais que alguÃ©m: precisam dessa <i>escÃ³ria da humanidade</i> que tanto dizem para poder se destacar, numa comparaÃ§Ã£o maniqueÃ­sta. Porque Ã© mais fÃ¡cil se solidarizar com uma famÃ­lia estranha do que com o motoqueiro ensanguentado que passa pelo vidro do seu Ã´nibus e vocÃª sÃ³ olha de curioso que Ã©. NÃ£o tem nada herÃ³ico em clamar por justiÃ§a de um paÃ­s estrangeiro enquanto vocÃª Ã© incapaz de reclamar do seu dÃ©cimo terceiro que nÃ£o caiu para o financeiro. Ã muito raso, covarde e hipÃ³crata. Tenho nojo, um nojo muito muito profundo disso. Ã <b>esse</b> o tipo de gente que Ã© o pior que existe. Pessoas como Amanda e Suzane Hitchofendsns nunca poderÃ£o ter uma vida normal, por mais que se tratem, paguem a pena e criem consciÃªncia da loucura que fizeram. Nunca, por conta desse pÃºblico taxativo e preconceituoso. Porque Ã© claro, as <i>bobas feias chatas e gordas</i> sÃ£o elas, sempre. </p>]]></description>
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		<pubDate>Tue, 18 Dec 2007 01:25:21 +0000</pubDate>
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		<title>every little thing she does is magic</title>
		<description><![CDATA[<p>No Jornal do Ãnibus de BH existe uma coluna entitulada <B>Gentileza Urbana</b>. Afixada em todos os coletivos da cidade, essa parte do jornal (na verdade um A3 em couchÃ© brilhante) dÃ¡ super liÃ§Ãµes de cidadania, quinzenalmente. SÃ£o dicas, sugestÃµes, conselhos, toques e broncas que os prÃ³prios leitores enviam, afim de tornar sua viagem no coletivo uma experiÃªncia agradÃ¡vel para todos. <br />O que hÃ¡ de mais fantÃ¡stico nessa coluna Ã© decerto a criatividade e poder de observaÃ§Ã£o do nosso incrÃ­vel povo brasileiro, neste caso, o mineiro. AlÃ©m dos leitores politicamente corretos- que alertam coisas como "ceder lugar aos mais velhos", "dar bom dia ao motorista" and so on, alÃ©m da crÃ­tica clichÃ© tÃ­pica de comunidades <i>eu odeio...</i> do orkut como "colocar a mochila na sua frente", "entrar no Ã´nibus com dinheiro trocado", "nÃ£o ouvir rÃ¡dio sem ser no fone", "nÃ£o carregar animais de estimaÃ§Ã£o" temos idÃ©ias impagÃ¡veis de pessoas doentes que provavelmente sÃ£o blogueiros ganhando apostas e o feliz conscentimento dos redatores bem-humorados que as publicam. Sendo leitora frequente da coluna Gentileza Urbana por quase trÃªs anos gostaria de destacar algumas frases que para mim, marcaram Ã©poca<br /><br />"Higienizar as axilas antes de entrar no coletivo", com uma ilustraÃ§Ã£o de apoio do sujeito nÃ£o-gentil soltando morcegos por debaixo da blusa. <br /><br />"NÃ£o tirar casquinha de outras passageiras", em uma composiÃ§Ã£o, enquadramento, estilizaÃ§Ã£o e dramatizaÃ§Ã£o de corpos <i>praÃ§a Ã© nossa-like</i>. <br /><br />"NÃ£o soltar pum dentro do Ã´nibus"<br /><br />"Pegar mais leve nos amassos com sua cara-metade"<br /><br />"Ao dormir no Ã´nibus, nÃ£o ronque ou apoie em seu vizinho"<br /> <br />"<img src="http://bp0.blogger.com/_RvZY5ScBomM/Rs7IdNIka_I/AAAAAAAAA0o/urAiSHY8dww/s400/gentileza+urbana.jpg">"<br /><br />Pois hoje resolvi colocar em prÃ¡tica toda sabedoria mineira que me foi passada. Ao Ã´nibus frear, uma caixa de madeira de alguÃ©m lÃ¡ de trÃ¡s veio parar embaixo do meu banco. NÃ£o me recordo de um Gentileza Urbana a respeito de artigos de marcenaria, mas acredito que esse lance de recolher coisas do pessoal tem uma vibe de ajudar, que tem super a ver com o gentileza urbana way of like. Mal comeÃ§o a recolher as coisas e me deparo com um button do Bob Marley. Fuckin maconheiro. O segundo objeto era uma agulha. O terceiro, um papel recortado com a letra E. Olhei direito para o chÃ£o. Tinham agulhas, penas de galinha, pedaÃ§os de pelÃºcia, papeis escritos e amassados, linhas vermelhas e amarelas, pÃ©talas de rosa, sementes, imagens de santos, broches, pÃªlos, grampos, tesouras. Aos poucos ia recolhendo tudo do chÃ£o e colocando na tal caixa, que estava na mÃ£o de sua dona. Levantei meus olhos atÃ© ela. Pelo seus trajes, devia fritar acarajÃ© na joÃ£o mendes nas horas vagas. Porque aquela hora, aquilo era hora de <b>trabalho</b> (pegou, pegou?). <br />DaÃ­ minha sugestÃ£o de Gentileza Urbana para semana que vem (o dessa sÃ³ verei no sÃ¡bado):<br /><br /><b>"NÃ£o fazer despacho dentro dos coletivos".</b><br /><br />(estava em dÃºvida entre "ajudar passageiros a recolher seus artigos de macumba do chÃ£o" e "respeitar e interagir com a religiÃ£o dos outros passageiros", mas acredito que de uma forma ou de outra os redatores jÃ¡ lanÃ§aram algo nesse espÃ­rito. Apesar que o lance de carregar bichos jÃ¡ ter sido citado tambÃ©m.)</B></p>]]></description>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 18:44:32 +0000</pubDate>
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		<title>black list pt 01</title>
		<description><![CDATA[<p>Tem a clÃ¡ssica <i>namorada do amigo</i>. Ã aquela menina do cabelo escorrido, mechas loiras sem retoque hÃ¡ dois meses, figurino de manequim da Renner, brincos enormes da 25, sombra prata entre o olho e a sombrancelha (igual vocÃª fazia na sua barbie cabeÃ§Ã£o), sandÃ¡lia anabela e francesinha nas unhas. A <i>namorada do amigo</i> Ã© uma extensÃ£o, somente. Ela possui dois vÃ­nculos de apoio: mÃ£o direita de mÃ£o dada, braÃ§o esquerdo abraÃ§ando ele_revelando suas axilas escuras da depilaÃ§Ã£o da semana passada. Demais pontos de contato podem atÃ© existir, mas acredito que sejam mais comuns em praias da espanha, darkrooms e hoteis hilton-e claramente esse barzinho mainstream que <s>seu amigo</s> ela escolheu estÃ¡ longe de ter toda essa volÃºpia. Ela Ã© como uma parasita, um peso morto que interage poucas vezes com o meio que a cerca: apenas dÃ¡ selinhos a cada meia hora no seu amigo e cantarola baixo a mÃºsica (normalmente U2, hotel california ou afins) que estÃ¡ tocando ao fundo, balanÃ§ando suavemente sua oca cabecinha. A moÃ§a atua nas como se estivesse naquele quadro do video show: comenta os mais diversos fatos de forma binÃ¡ria: <i>com certeza</i> ou <i>fala sÃ©rio</i>. A fila do banheiro estÃ¡ enorme porque uma louca se afogou na privada, interditando um dos Ãºnicos dois sanitÃ¡rios? Fala sÃ©rio! Ã uma fila tÃ£o interminÃ¡vel a ponto de querer se afogar na privada quando chega a sua vez? Com certeza! <br />NÃ£o bebe, daÃ­ costuma pedir um suco, Ã¡gua (!!!) ou, se for botÃ¡ pÃ¡ quebÃ¡, daÃ­ pega uma caipirinha_que, apÃ³s o segundo gole alega estar forte, pedindo para o namorado beber (vez dessas eu e meu namorado bebemos toda a caipirinha da menina enquanto ela ia ao banheiro e o namorado pagava no caixa. sÃ³ de birra.). NÃ£o quer pedir nada para comer porque jÃ¡ jantou_no entanto, por nÃ£o falar nada (alÃ©m do <i>com certeza</i>) destrÃ³i os pastÃ©is de camarÃ£o da porÃ§Ã£o mista que pediram sem que alguÃ©m perceba_deixando os sabores mais losers na cesta. <br />Ela tenta interagir, claro. Ao saber que fiz engenharia, exclama "nossa, cÃ¡lculo Ã© difÃ­cil, ai, odeio matemÃ¡tica.". Descobre que faÃ§o desenho industrial e exclama "ai, qualquer dia quero ver seus desenhos". Quando o namorado vai ao banheiro, pergunta que tinta vocÃª passa no cabelo_como se um dia fosse abandonar os tons loiros para tacar um vermelho, mas mesmo assim, suspira "um dia eu vou ter coragem e ficar ruiva!". O namorado volta do banheiro, e ela pergunta se furar o nariz doeu, daÃ­ mostra aquele pingente de celular grudado no umbigo e conta a aventura que foi para aquele barriga flÃ¡cida cuspir todo o pus da inflamaÃ§Ã£o. <br />Ela existe no piloto automÃ¡tico, enfim. Te faz pensar que sua performance sexual deve ser seu fator diferencial_talvez pelo contraste de sua personalidade rasa ou entÃ£o justamente pela genialidade de continuar nesse piloto automÃ¡tico 100% do tempo, fato que, acredito, gera fetiches mil. </p>]]></description>
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		<pubDate>Mon, 10 Dec 2007 18:28:11 +0000</pubDate>
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		<title>there she stands, this lovely creature</title>
		<description><![CDATA[<p>mamÃ£e nunca me deixou ter gato em casa. digo gato e nÃ£o animais de forma genÃ©rica porque o que eu queria mesmo era um bichano, sua caixa de areia e seu ratim de borracha. sempre fui doida por gato, doida mesmo. talvez minha fascinaÃ§Ã£o pelos bichinhos seja assim tÃ£o grande pelo fato de eu nunca poder ter tido nenhum. mamÃ£e nÃ£o teve esse problema_ela cresceu cuidando de gatins, um em seguida do outro, atÃ©  se casar. daÃ­ que papai Ã© alÃ©rgico e vai que eu podia ser (bebÃª Ã© alÃ©rgico a qualquer merda) e aÃ­ acabou a gataiada toda. entÃ£o que papai saiu de casa e eu jÃ¡ estava atestada como alergica-a-gatos-FREE, mas daÃ­ mamÃ£e emburrou e nÃ£o deixou eu arrumar um gatim. se vocÃª falar que Ã© sÃ³ eu aparecer com o bigodudinho em casa que o coraÃ§Ã£o de mamÃ£e amolece, entÃ£o vocÃª nÃ£o conhece minha mÃ£e. <br />dos meus maiores planos (daqueles que o autor babaca de auto-ajuda falaria pra vocÃª anotar em sua agenda, num post it, enfim) Ã© morar sozinha. morar sozinha pra ter um gato. pra baixar mÃºsica no slsk com o gatim no colo, pra acordar apressada e ainda ter que colocar o leite no pÃ­res, pra abrir um fotolog pra tirar fotos e mais fotos do meu gatuchim, pra eu chamar ele de pÃ´-o pÃ´ da pÃ³. <br />.<br />eu jÃ¡ tava atrasada e o Ã´nibus nÃ£o passava, nÃ£o passava nem o pinheiros pra eu descer na faria lima e andar tÃ© a tabapuÃ£ pra pegar outro (bilhete unico <3). nÃ£o passava nada. mas veio passando assim pela calÃ§ada, se enroscando em todo mundo do ponto e passando e miando feito boneco paraguaio da vinte e cinco, passando por entre as pernas de todos, quase passando na rua...aquele gatinho nÃ£o devia ter nem duas semanas de vida ainda. tava magro, carente, assustado e nÃ£o parava de miar, desesperado. era todo cinzinha e peludinho-devia fazer poucas horas que o filha duma puta desgraÃ§ado largou o bichano na rua. eu nÃ£o aguentei aquilo e taquei ele no meu colo. foi a coisinha mais assustada e indefesa que eu jamais carreguei, medrosa de todos aqueles carros e o barulho e do que eu podia fazer com eles.<br />fui na padaria mais perto_Ã© dessas boulangeries, que sÃ£o chamadas assim sÃ³ pra poder cobrar 3,50 numa coca em lata. mostrei o gatinho pro seguranÃ§a e pedi um pouco de leite morno. ele falou que eu teria de falar com o gerente. eu falei que sÃ³ queria leite. caralho. daÃ­ percebi e falei que pagaria pelo leite. o gatinho tava mais calmo jÃ¡, ele nÃ£o tava mais inquieto e fazia manha pra ganhar carinho. eu tava mostrando minha bolsa de gatinho pra ele e mostrei no vidro do carro o tanto que ele era bonito. saiu uma dona da padaria e perguntou deslumbrada se o gatinho era meu, mas eu disse que tinha acabado de achar na rua. ela fez cara feia e saiu andando. o leite chegou, mas o gatinho nÃ£o queria tomar, ele nÃ£o saÃ­a por nada do meu colo. fixou as garras na minha blusa e nÃ£o queria ir pro chÃ£o e, quando foi dar uma lambida no leite, deu um pulo assustado. o leite tava pelando daÃ­ eu assoprei atÃ© ficar morninho e depois de muito, ele tomou o leite todo. tive que ficar do lado dele olhando ele tomar, se virasse a cara ele se escondia embaixo do carro. fui pagar o leite-me cobraram 3,55_imagino que tenha sido o litro longa vida, mesmo que naquele pote devia ter no mÃ¡ximo 200ml. eu tava atrasada para caralho, que porra. eu nÃ£o podia levar o gatim comigo, eu nÃ£o tinha onde deixa-lo e eu tava ouvindo comentÃ¡rios do tipo "esse bicho vai se apegar aqui, tÃ´ atÃ© vendo" da moÃ§a da padaria, mas que caralho, eu tinha uma merda de reuniÃ£o e a cidade jardim jÃ¡ devia tÃ¡ travada aquela hora, mas porra, o gatim.<br />tÃ´ com raiva de mim desde ontem. eu nÃ£o fiz nada pelo pÃ´, eu deixei o bichinho solto ali pra ir pruma porra de reuniÃ£o que foi adiada pras 15h e putz, ele nÃ£o tava na porta da padaria quando voltei da faculdade ontem a noite e tambÃ©m nÃ£o tava hoje de manhÃ£ e eu tÃ´ tentando parar de pensar nisso desde ontem mas estou com raiva de nÃ£o ter feito nada de fato e mais raiva por tÃª-lo largado no momento que em que ganhou a total confianÃ§a em mim. eu tenho medo do que possa ter acontecido e fico torcendo muito para que ele esteja bem. o pÃ´ Ã© todo pequeno e bonito, ele deve tÃ¡ vendo sessÃ£o da tarde agora numa almofada fofinha na casa duma dessas velhas loucas que tem mais gatos que ex-maridos. eu espero.<br />sempre quis O gatinho especial apegado a mim, coisa e tal. mas juro, nÃ£o queria que tivesse sido dessa forma.<br /> </p>]]></description>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 17:20:39 +0000</pubDate>
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		<title>all yr useless advice</title>
		<description><![CDATA[<p>blog Ã© toda aquela merda que surge no meio daquele mar de resultados de uma busca sÃ©ria (acadÃªmica e/ou profissional ) no google, Ã© aquele lixo de conteÃºdo duvidoso recheado de piadas sem graÃ§a que vocÃª insiste em clicar por um certo corporativismo, mas sempre se arrepende. sempre. se arrepende de clicar, de pertencer a essa raÃ§a e de fuder a pesquisa sÃ©ria dos outros. <br /></p>]]></description>
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		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 16:30:10 +0000</pubDate>
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		<title>she wears the leathers, i wear the makeup</title>
		<description><![CDATA[<p>_bora lÃ¡ pro Vegas, bora!<br />_onde Ã© esse Vegas?<br />_Ã© lÃ¡ na Augusta, lÃ¡ pra baixo!<br />_ah nÃ£o, eu nÃ£o suporto o inferninho da Augusta nÃ£o, valeu.<br />_cara, deve fazer tempo que vocÃª nÃ£o sai. a Augusta hoje em dia estÃ¡ toda mudada: as putas foram mais para baixo, abriram zilhÃµes de bares, o povo circula na rua, nÃ£o, deixa eu dizer da galerinha. Ã© um povo estilinho rocker, de cabelo bagunÃ§ado, all-star, piercing no lugar certo, tatuagem com motivos 50Â´s, camiseta fashion, sombra no olho. tudo <s>puto</s> designer, <s>puto</s> estilista, <s>puto</s> cineasta, <s>puto</s> publicitÃ¡rio, <s>puto</s> dramaturgo, <s>puta</s> modelo, sÃ³ dÃ¡ gente assim que vai lÃ¡ pra curtir um som diferente, ver, ser visto, participar de manifestaÃ§Ãµes artÃ­sticas, discutir sobre o...<br />_Ã© <b>ESSE</b> o inferninho que eu nÃ£o suporto. quando for comer umas puta lÃ¡, aÃ­ vocÃª me chama. </p>]]></description>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 11:49:58 +0000</pubDate>
	</item>
	<item>
		<title>quem n&#195;&#194;&#163;o pula o muro n&#195;&#194;&#163;o aprende a se arriscar (t&#195;&#194;&#161; com naada)</title>
		<description><![CDATA[<p>(treco da matÃ©ria do portal feminino do Terra, sobre como saber expressar o que vocÃª sente para o seu companheiro, sem ofendÃª-lo)<br /><br /><i>Errado: "NÃ£o dÃ¡ para perceber que hoje eu nÃ£o estou a fim de transar?" <br /><br />Certo: "Eu gosto muito de transar com vocÃª, mas hoje eu nÃ£o me sinto em condiÃ§Ãµes (fÃ­sica e/ou emocional) para ser uma boa parceira sexual. Mas fique tranqÃ¼ilo: estou me cuidando para recuperar logo o meu bem-estar e voltar tudo ao normal."</i><br /><br />SÃ©rio. SE-RIS-SI-MO. Esse certo Ã© certo <i>a nÃ­vel de</i> construÃ§Ã£o de frases tucanÃªs-alike, non?  </p>]]></description>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2007 16:52:20 +0000</pubDate>
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		<title>time is never time at all</title>
		<description><![CDATA[<p>daÃ­ que atravessando a consolaÃ§Ã£o <i> naquela fraÃ§Ã£o de segundos em que existe aquela mÃ¡gica conjunÃ§Ã£o astral do farol da maria antÃ´nia aberto e os carros que vem da repÃºblica que somem</i> me ocorreu a soluÃ§Ã£o para minha falta de tempo: devo largar a faculdade para conseguir terminÃ¡-la.<br />dada a situaÃ§Ã£o, nÃ£o Ã© de se estranhar se vocÃª, companheiro de busÃ£o biarticulado da cor verde, encontrar uma moÃ§a ruiva com uma argola no nariz dormindo abraÃ§ada com um frango assado no banco perto da porta logo pela manhÃ£.<br />cansa, amigo. cansa. <br /><br />(mas o frango tava bom, tava sim...)</p>]]></description>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 16:43:24 +0000</pubDate>
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